Pe.
David Francisquini

Barato e eficiente para todos os que viviam numa
sociedade heril, familiar e plena de bem-estar, o trem, ao se aproximar de uma
estação, despertava um ar de alegria, não apenas nos interessados em despachar
e receber seus passageiros e mercadorias, mas em todos da localidade, pois era
sempre portador de jornais, correspondências, enfim, de notícias novas.
Mas os tempos hoje são bem outros. Os trens foram
substituídos por ônibus, caminhões, carretas, aviões... todos movidos a
petróleo, em grande parte importado, meios caríssimos que concorrem não pouco
para o custo Brasil. Quanto às notícias, elas nos chegam em velocidades
siderais, como de costume as ruins em primeiro lugar, através da Internet, da
TV, dos celulares e das redes sociais...

Alguns fazem considerações sobre o lado misterioso de sua
lida com a terra, onde pululam enormes variedades da flora e da fauna. Para
essas pessoas, quem deu à terra sua fertilidade foi o próprio Deus, Ser supremo
e infinito que ao criar todas as coisas quis nos maravilhar com a variedade da
magnificência das criaturas.
Para o homem do campo, as elaborações mentais – mesmo
quando não inteiramente explicitadas – levam-no a considerações ainda mais
altas, até tocarem em Deus, único Ser capaz de prover os campos com a dádiva de
tantas riquezas e variedades próprias a alimentar o corpo e a alma dos homens.
Por efeito do pecado original, na mesma terra onde
vicejam as boas sementes, surge também a erva daninha, que com seus espinhos e
frutos amargos invade às braçadas a terra. E como é difícil combatê-la! Ela é
luz reflexa dos vícios que levam as pessoas a não viverem moralmente bem,
privando-as da amizade e da graça de Deus.
Diz o Evangelho: “O Reino de Deus é como um homem que
lança semente à terra; ele dorme e se levanta noite e dia, e a semente brota e
cresce sem ele saber como. Porque a terra por si mesma produz, primeiramente,
colmo, depois a espiga, e por último o trigo grado na espiga. Quando o fruto
está maduro, põe-se logo a foice, porque é chegado o tempo da ceifa.” (Mc 4, 26
a 29).