Sobre Pe David


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Quem é Pe David?
 
Pe. David Francisquini entrou para o Seminário Menor em Jacarezinho (PR) e ali concluiu, em 1967, o curso Clássico. Recebeu a batina em 8 de dezembro desse mesmo ano. Em seguida, cursou Filosofia nos Seminários Maiores de Curitiba e de Diamantina (MG), tendo completado o curso de Teologia no Seminário Maria Imaculada de Campos (RJ).
Há 25 anos, no dia 8 de dezembro de 1974, recebeu as ordens menores e maiores e foi ordenado Presbítero, na Catedral do Santíssimo Salvador de Campos.
Na formação do sacerdote exerceu papel fundamental o ilustre,
Monsenhor José Luís Villac.
Revmo. Monsenhor José Luís Marinho Villac. Este último foi Reitor do Seminário diocesano de Jacarezinho, e, mais tarde, Vigário da Igreja de Nossa Senhora do Terço e fundador do Seminário Maria Imaculada, de Campos. Neste Seminário o Revmo. Pe. David concluiu seus estudos de Teologia.
Atualmente Pe. David exerce sua missão sacerdotal na Igreja do Imaculado Coração de Maria, em Cardoso Moreira (RJ). Chegou ele a essa cidade em 1977 como Pároco da Matriz de São José. Em 1986, adquiriu o terreno onde foi construída a magnífica igreja do Imaculado Coração de Maria, da qual se orgulham hoje todos os cardosenses.
Entusiasta do livro Revolução e Contra-Revolução, do Prof.  Plinio Corrêa de Oliveira, o Revmo.  Pe. David sempre propagou os ideais da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP), fundada por aquele insigne pensador e líder católico.
O apostolado sacerdotal do Pe. David Francisquini tem se caracterizado em defender a ortodoxia católica.  

Lembranças dos tempos de Seminário
Seminário Menor de Jacarezinho
Em meio à mata nativa, um prédio majestoso aparece, como uma miragem, encantando e levando à paz interior a quem o visita. Trata-se do Seminário Menor de Jacarezinho que, em outros tempos, foi palco de formação e encaminhamento vocacional para centenas de jovens. Entre eles, um menino, chamado David Francisquini, nascido no berço de uma família católica convicta, deu início, no final da década de 50, ao seu projeto de vida. Quase quarenta anos após, volta ao mesmo lugar e recorda, com precisão, os momentos que considera como os mais brilhantes já vividos por si. Pelos corredores, salas, de aula e jardins, da esplêndida obra arquitetônica, o sacerdote falou da bondade de seus Superiores, que eram compreensíveis, dedicados e interessados pela boa formação dos seminaristas. Segundo o presbítero, estudava-se muito, com aulas de manhã e estudos no período da tarde, além dos atos de piedade própria para preparação ao sacerdócio. Nas suas recordações, no seminário havia recreação atraente e variada, com muita alegria.

De família humilde, de pequenos proprietários da zona rural, e de poucos recursos para arcar com as despesas de estudo do novo candidato ao sacerdócio, deve-se a uma carta de Monsenhor João Belchior que apresentava o menino ao reitor, dizendo que ele dava sinais claros de vocação sacerdotal.
De fato, a previsão feita pelo responsável sacerdote se cumpriu como descreve a carta de recomendação. Entrou para o seminário menor em fevereiro de 1959, deixando seus pais, irmãos e amigos de infância e da escola e o ambiente acolhedor da casa paterna.




O que chama a atenção é que, de todos os seus colegas de turma, somente ele se formou sacerdote. Eram mais de cinquenta. Teve ainda muitos dissabores com alguns superiores de trato difícil, sofrendo até perseguição, sendo eles afastados pelo Bispo     Diocesano por recomendação do Reitor. Havia muitos sacerdotes e professores modelo, exemplos para sua futura vida sacerdotal, encontrando estímulo para não se desviar nunca da vocação que escolhera.
Gostava dos retiros espirituais, mensais e anuais, das conferências, das leituras do diretor espiritual, encontrando um apoio decisivo na formação do caráter, que foi o distintivo de nunca se afastar diante dos obstáculos, levando a sério o chamado de Jesus: Vem e segue-me. Sabe-se ainda, que, para quem abraçou a vida sacerdotal ou quer a ela se integrar, necessita ter uma alma desapegada. Para o então menino, o que mais o moveu ao sacerdócio não foi uma posição de prestigio ou comodidade pessoal, mas, sim, agradar a Deus  e ser Santo e, com isso, salvar sua alma e ajudar e ajudar  a salvar a de seus semelhantes. Daqueles tempos, restaram boas recordações, reencontradas quase 40 anos depois. Tudo era feito com muita precisão e calor, de tal maneira me foram narradas, que parecia vivê-las como estivessem acontecendo naquele momento.



Contou-me, ainda, que não ficou indiferente na revolução de 64, em que uma investida era articulada contra o seminário, para fazê-lo um campo de concentração comunista. Um superior  experimentado na arte bélica contou-lhe que ia contrapor uma resistência, fazendo uma emboscada pelos matos e campos e que iam apanhar de surpresa o suposto ataque insolente e anti-religioso contra os seminaristas e seus superiores. Revelou que haviam reuniões de formação, pujante Congregação Mariana e missas solenes, todos os domingos.
Reluzia um imponderável por detrás daqueles corredores, paredes e jardins e da mata cerrada, como que uma atmosfera encantadora que emoldurava o suntuoso prédio, contrastando com o “vazio” de crianças e adolescentes dos idos tempos de outrora. A narrativa do presbítero levou as recordações  aquelas frias pedras, que bem postas e ajustadas naquele pátio, e que  ainda se encontram lá, intactas, e toda aquela linha arquitetônica colonial do prédio majestoso, bem lembram mil vozes de criança



e jovens a brincar, conversar, rir, rezar, estudar e percorrê-los . Pareciam transportar o peregrino vestido de sotaina preta do então menino que viveu dentro daquelas paredes benditas momentos alegres e ideais reluzentes, ainda bem vivos na sua memória.  No rosto do agora padre, um sorriso sereno de contentamento brota na face, próprio daquele reencontro com a própria história.


(Postagem e fotos do jornal Circulando aqui - Geral - Fevereiro de 2008 –página 07).